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  • Foto do escritorEduardo Boone

As Bestas: um filme tenso e subversivo com um drama universal


As bestas são territorialistas, atacam quando menos se espera e ao surgir um novo integrante ele só é aceito se seguir os conceitos do grupo de bestas. Similar ao modo de vida dos bestas animais, o filme As Bestas, dirigido por Rodrigo Sorogoyen chega perto desse conceito de vida, mostrando um casal francês, Antoine e Olga, interpretado por Denis Ménochet e Marina Fois. O casal se muda para uma pequena vila na Espanha, no interior da Galícia, buscando proximidade com a natureza, eles levam uma vida sossegada, plantam tomates e recuperam casas abandonadas.


O cenário é perfeito, porém, a relação com os vizinhos não é nada boa, principalmente após Antoine rejeitar um projeto de energia elétrica eólica, os vizinhos mais próximos, os irmãos Xan e Lorenzo, que são favoráveis ao projeto, começam a ameaçar o casal e levam a situação de conflito a outro patamar.

A narrativa explora bem temas como a imigração, o convívio social, as diferenças entre modos de vida e perspectivas sociais e também a intolerância, porém os personagens, principalmente os protagonistas, possuem uma fraqueza que deixa um incômodo, com uma interpretação aceitável, mas que poderia ser melhor. A fotografia escura atrapalha em certos momentos, mas pode ser encarada como uma estética narrativa da história que segue um perfil de tensão psicológica.


Certas pessoas miseráveis da terra, pensam que não tem outra escolha senão destruir aquilo que não se parece com elas: esse é o cerne da mensagem do filme, que tem um ótimo tema, mas que faltou ser melhor complementado.


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