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  • Foto do escritorAllan de Menezes

Best of Blues and Rock: encontro de gerações e uma despedida histórica marcam o 10º ano do festival


Crédito: Flávio Santiago (@onstage666) - Buddy Guy e Tom Morello | Juliana Cerdeira (@julianacerdeira_) - Goo Goo Dolls


Com grandes nomes de peso, como Extreme, Goo Goo Dolls, Steve Vai, Ira!, Dead

Fish, os grandes destaques que ficaram por conta de Tom Morello, que fechou o

primeiro e o último dia do evento, e Buddy Guy, responsável por ter fechado o segundo

e último dia, com sua turnê de despedida do palcos.


A grande comemoração dos dez anos começou na sexta-feira (2) e para abrir o show com uma grande festa de blues, ninguém menos que a cantora brasileira de blues Nanda Moura, que fez parte do Blues Etilicos, banda com grande legado do gênero no Brasil. A cantora deu um show cheio de personalidade, conquistando o público que ia chegando aos poucos e foi capaz de arrancar suspiros logo quando tocou o clássico “let the good times roll”, e assim aquecendo a platéia que já esperava ansiosamente pelos próximos shows.


Na sequência vieram as meninas do Malvada, um quarteto formado por Angel Sberse

(vocal), Bruna Tsuruda (guitarra), Marina Langer (baixo) e Juliana Salgado (bateria),

que já entraram no palco com o jogo ganho, com o pôr do sol ao fundo, a mulherada

botou pra quebrar, tocandos músicas do disco mais recente “Noite Vai Ferver” (2021),

também prestarem homenagem a Rainha do rock Rita Lee, tocando “Esse Tal De Rock

Enrow”, e finalizaram com uma seleção incríveis de músicas, “Summertime” da Janis

Joplin e “Purple Haze” de Jimi Hendrix.


Logo após o forte show das meninas da Malvada, chegou a vez de um dos shows mais

esperados do dia, os americanos do Extreme, sem pisar no Brasil desde 2015 e mesmo

com 15 minutos de atraso, fizeram um show excepcional, com a presença de palco

incrível palco do vocalista Gary Cherone, o Extreme mostrou que ainda está muito vivo

nos palcos do rock mundial. Outro destaque foi o guitarrista Nuno Bettencourt,

que poucos dias antes de vir para o show no Brasil, machucou o joelho, mas o acidente

não impediu a banda de fazer uma grande apresentação no primeiro dia do festival.

O grupo Extreme foi formado em 1985 e é conhecido por misturar estilos musicais

(hard rock, heavy metal e funk). O quarteto abriu o show com o hit “Decadence Dance”

do álbum “Pornograffitti”, lançado em 1990, além de apresentar outros sucessos como

“Banshee”, “Play With Me”, mas foi em “More than Words” que o público cantou em

coro o maior sucesso da banda e assim encerrou o show com “Hole hearted” outro clássico do álbum de 1990, e “Get The Funk Out”, com participação do guitarrista

brasileiro Mateus Asato.

Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


Após o apoteótico show do Extreme, era o momento de encerrar a primeira noite do

festival Best Of Blues and Rock, e o nome escolhido foi um dos maiores guitarristas da

atualidade, Tom Morello, famoso por por integrar principalmente o Rage Against The

Machine e Audioslave. Além de apresentar músicas de seus discos solo, apresentou um show recheados de hits de todas as bandas que fez e faz parte, fazendo os fãs ir ao delírio mandou um medley de canções do Rage Against The Machine, dentre elas, “Bombtrack”, “Bulls On Parade”, “Guerrilla Radio” e seguindo o show, fez uma linda homenagem mais do que merecida, quando dedicou “Like A Stone” do Audioslave ao vocalista Chris Cornell, no qual era exibido a foto dele ao fundo no telão. Porém, o melhor estava por vir, ao final do show Tom convidou Gary Cherone e Nuno Bettencourt para participarem da música "Cochise", um clássico do Audioslave. Com Gary nos vocais e Nuno na guitarra. Foi um dos momentos mais memoráveis ​​e emocionantes da noite. Não foi à toa que receberam muitos aplausos, encontro inusitado que ficou marcado na história do festival.



Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


E quem achou que acabou por aí, Tom quis encerrar a primeira noite do festival com chave de ouro ainda mais, mandando um cover de “Power to the People” de John Lennon, com a famosa presença dos integrantes do Extreme, também com participaçãoa presença de Steve Vai, que estava nos bastidores e ele foi se juntar à bagunça e em determinado momento Tom pediu para que o público se abaixasse e na hora do refrão todos começassem a pular e foi assim que se encerrou a primeira noite do festival

que marcava a décima edição, literalmente em clima de festa.


A abertura do segundo dia do festival Best of Blues and Rock, ficou por conta do grupo Capixaba Dead Fish, representando a cena hardcore brasileira os caras botaram aquele

palco abaixo, e mesmo o sol forte não foi capaz de desanimar a galera que ia chegando para curtir os shows. Iniciando o show com a impactante “A Urgência”, a banda liderada por Rodrigo Lima mostrou que estava ali para dar início ao dia em grande estilo. Além da super música que abriu o show, a banda animou muito a galera com músicas como ”Queda Livre”, ”Sonho Médio” ,”Você” e “Venceremos”.


Em seguida, a vez de Artur Menezes, que faz parte da nova geração brasileira do blues e faz isso com muito talento e maestria, e mesmo morando nos EUA, mostrou que vem conquistando admiradores por onde passa. E no show não ia ser diferente, Com seu estilo groovy misturado com raízes brasileiras encantou o público. Outro destaque foi o baixista que acompanhava Artur, grande músico e famoso no Instagram, Fernando Rosa.


Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


Já a terceira atração da noite, ficou por conta da A banda norte-americana The Nu Blu

Band, que tem nos vocais a potente Carlise Guy, filha da lenda do blues Buddy Guy, o

grupo desfilou seu estiloso Blues e Soul com uma elegância única.


Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


Com o início da noite se aproximando no Parque do Ibirapuera, era hora de um dos mais

celebrados guitarristas do mundo, surpreender o público que estava ali presente, Steve Vai estreou nos palcos do Festival, fazendo show que passeia por toda sua carreira e totalmente instrumental, deixou o público boquiaberto quando tocou em uma guitarra monstruosa com três braços, que na verdade, trata-se de uma guitarra de doze cordas, uma outra de sete cordas e um contrabaixo. Tudo em um único instrumento.Mas o destaque fica para seu hit mais famoso, “For the Love of God” que é quase uma aula musical em forma de música.


Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


E pra fechar o segundo dia de festival, marcada como despedida dos palcos, a lenda viva do blues aos 86 anos, Buddy Guy um dos pioneiros do Blues, que é considerado um dos pais do rock and roll. O artista deu uma aula de como se toca o gênero de forma descontraída com simpatia e bom humor. O músico tirou sarro do instrumento, brincou com o público e comandou o show como se estivesse em um ensaio com amigos. O músico coleciona uma extensa lista de admiradores, como Jimi Hendrix, Rolling Stones e o próprio Tom Morello que também tocou no festival. O show contou com músicas como “Damn Right, I’ve Got the Blues” e “I’m Your Hoochie Coochie Man”, além de covers de outros ídolos, como “She’s Nineteen Years Old” (do Muddy Waters), “Chicke Heads” (do Bobby Rush), “Strange Brew” (do Cream) e “Voodoo Child” (do Jimi Hendrix).


Mesmo visitando o brasil em outras ocasiões, Buddy deixou claro que se tratava da sua

turnê de despedida, mas quem sabe esse show seja um até logo.



Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


Já no terceiro e último dia de festival, que comemora os seus 10 anos, começou por volta das 13:50, a cantora e compositora Day Limns, a nova promessa do Rock nacional, estreou no palco do festival. Apesar do sol escaldante, a cantora não se deixou levar e encarou o público que já a esperava, e com uma grande banda de apoio ao fundo, a cantora que foi recentemente destaque do the voice fez questão de apresentar ao público além de canções que já estavam em seu repertório, tocou para quem estava ali um trecho de uma canção inédita chamada “Minha Religião”, que foi lançada no dia 8 de Junho e já está disponível nas plataformas e mais do que merecida homenagem a Rita lee, tocando “mania de você”. E pra fechar, contou com participação de Arthur Mutanen, vocalista da banda Bullet Bane, em “Castelo de Areia”.


Assista nossa entrevista com a cantora Day Limns:



Logo após esse grande primeiro show do dia, era hora de abrir alas para uma das bandas

mais famosas do rock n roll nacional dos anos 80, a banda Ira! que com mais de 40 anos de carreira e mesmo ainda sob o calor intenso, a banda liderada por Nasi e Edgar Scandurra trouxe ao público grandes sucessos da trajetória do Ira! valendo destaque paras

músicas “Flores em Você”, “Farto do Rock’n’Roll”, “Pegue essa arma” que incluiu um

trecho de “Ando meio desligado” forma de homenagear a Rita Lee e para super música

“Fox Lady” do Jimi Hendrix. Mas eles tinham uma carta na manga, antes de encerrar o

show com o super clássico da banda “Envelheço na cidade”, convidaram a cantora Day Limns que subiu ao palco antes, para participar da música “Eu Quero Sempre Mais”.

Com isso juntado o super repertório, as homenagens e a participação da Day, vale dizer

que foi uma super aula de rock n roll do Ira!



Crédito: Flávio Santiago (@onstage666)


Chegando no fim de tarde, era o momento da banda Goo Goo Dolls, fazendo sua segunda passagem da banda por aqui, já que a banda veio pela primeira vez em 2019 no Rock in Rio. O grupo americano de Pop-Rock liderado por John Rzeznik (voz e guitarra) e Robby Takac (baixo e voz) subiram ao palco prontos para encarar a base de fãs que os aguardavam e o público. A banda estava muito feliz, e claro, os fãs também, pois o repertório contou com clássicos como: “Black Balloon”, “Name”, “Broadway”, “Slide”, “Better Days”, “Dizzy”, “Here is gone” e sua nova música “Yeah, I Like You”, que foi lançada em Julho de 2022.


Crédito: Juliana Cerdeira (@julianacerdeira_)


Um dos momentos mais marcantes foi quando John Rzeznik pegou seu violão e cantou “Sympathy”, que é uma das mais pedidas pelos fãs, mas não foi tocada em 2019, a música faz parte do Álbum “Gutterflower”, que tem 40% do repertório do show nele. Mas foi com “Iris” que a banda encerrou a noite de uma forma tão linda, com todo o Ibirapuera cantando a capela.


Crédito: Juliana Cerdeira (@julianacerdeira_)


A penúltima atração da noite foi nada mais do que um dos pioneiros do blues. Buddy Guy, que já se apresentou no dia anterior, dando mais uma chance ao público de aprender o que é uma aula de Blues e Rock, trazendo a turnê de despedida para o Brasil. A Damn Right Farewell, deu novamente outra oportunidade de despedida ao público brasileiro. Assim como na noite anterior, o mestre do blues brincou com o público e martelou notas improvisadas com uma baqueta na guitarra. Lá ele até arriscou Sunshine of Your Love do Cream e tocou guitarra com uma toalha, sim, uma toalha! No entanto, um dos melhores momentos aconteceu no fim do show, quando os dois filhos de Buddy e Tom Morello subiram ao palco para fazer a festa do blues com o mestre do gênero.


Crédito: Fávio Santiago (@onstage666)


Para fechar com chave de ouro a 10º edição do festival, cravar que foi uma edição

histórica, Tom Morello subiu ao palco novamente para fechar o Best of Blues and Rock

2023, em uma noite já fria no Parque Ibirapuera. Pois já tinha tocado no primeiro dia de

festival e convenhamos, não fazia muito sentido alguém se apresentar depois de Buddy

Guy.


Acompanhado banda, Freedom Fighters Orchestra, o guitarrista, tocou músicas de 17 de

seus 21 álbuns gravados, assim como falou pra quem foi na sexta-feira, porém

quem foi, ficou com a imagem de que seria o mesmo show e sem convidados, coube a

Tom comandar a noite com seus solos abusando dos efeitos bem característicos,

mandando medley de músicas de suas outras bandas Rage Against The Machine e

Audiosalve e a merecidíssima homenagem ao ex amigo de banda falecido Chris Cornell

em “Like a Stone”.Antes de de encerrar a noite às pressas com “Power to the

People”, de John Lennon, Morello executou de forma instrumental “Killing in the

Name”, deixando para o público cantar, pular, gritar e colocar os demônios para fora.


Crédito: Fávio Santiago (@onstage666)


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