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Entrevista: Sonja fala sobre a carreira e turnê do álbum ‘Rainha de Copas’, inspirado em cartas de tarô

A cantora, que já chamou a atenção de Ney Matogrosso e vem se destacando como revelação do blues e do soul com os singles “Calma” e “My Baby”, sobe aos palcos do Festival Aldeia Blues Rock (Aldeia Velha) e do Teatro Brigitte Blair (Copacabana)


Créditos: Júlia Assis


A cantora Sonja, um dos grandes nomes da nova geração do blues, se prepara para levar blues, soul e toda a influência do tarô e de suas histórias reais aos palcos a partir de março. O segundo álbum autoral da cantora, “Rainha de Copas”, lançado em agosto de 2023, ganhará sua primeira sequência de shows começando pelo Festival Aldeia Blues Rock em Aldeia Velha, no dia 30 de março, seguindo para o Teatro Brigitte Blair em Copacabana, no Rio de Janeiro, dia 05 de abril. Novas cidades ainda serão anunciadas.


Com influências diretas do Blues e Soul, a carioca Sonja (31) lançou em 2023 seu segundo álbum autoral, “Rainha de Copas”. A cantora, ex-The X Factor, destaca a intensidade pessoal que o projeto carrega, e afirma que o disco tem um lugar em sua vida como uma espécie de cura, para cicatrizar tudo aquilo que já viveu em relações abusivas, em processos internos de superação e a reconexão com a espiritualidade.


Inspirada em Ney Matogrosso, Rita Lee, Sharon Jones & The Dap-Kings, John Coltrane, Tim Maia, The Suffers e entre outros ícones na música, Sonja não rotula suas composições a um gênero musical específico, mas afirma que quer quebrar as barreiras do “seletivo” para as pitadas de blues. “Acredito que todos temos o blues dentro de nós. Acredito que é um gênero que alcança e pode alcançar mais as pessoas”.


Glow Pop Brasil entrevista Sonja


Glow Pop: Sobre o seu último álbum, quanto tempo você demorou para produzi-lo? Pode falar um pouco mais sobre suas influências?


Sonja: A produção dele demorou 2 anos, porque são várias fases de produção, desde conhecer as músicas, desenvolvê-las, escolhê-las, ensaiá-las, até de fato entrar em estúdio pra gravar. E no meio dessa produção, as influências fazem total diferença, tanto as minhas quanto as influências dos produtores. Enquanto eu trouxe influências de Ney Matogrosso, Aretha Franklin, The Suffers, Rita Lee, Etta James (etc), o Marco Lacerda, produtor musical, trouxe influencias de diferentes vertentes do Blues e Ygor helbourn, co-produtor, trouxe influencias de sons como Silk Sonic. E fomos dentro disso, buscando o melhor caminho para cada música, cada letra, cada intenção. O processo é sempre uma delícia!


Glow Pop: Ser notada por um grande ícone da música brasileira e uma de suas maiores inspirações, o Ney Matogrosso, como você se sentiu?


Sonja: Ah, eu nem acreditei! Quando li no instagram “Ney Matogrosso mencionou você....” eu pulei de felicidade, hahahaha. É pouco, mas ao mesmo tempo é muito! Sempre quis fazer uma parceria com ele. A música “Mudanças” foi totalmente influenciada pela sua música.


Glow Pop: Como e quando começou sua relação com a música? E quando você decidiu seguir com o relacionamento sério com o Blues?


Sonja: Aos 6 anos de idade eu fiz minha primeira aula de canto. Mas segundo vídeos antigos, eu já era artista desde sempre hahaha,


Minha mãe teve a visão muito antes de mim e me levou nessa primeira aula de canto, de onde nunca mais saí. A partir disso, eu comecei a ter minhas experiências na música, como subir ao palco pela primeira vez, ter minha primeira banda de Rock só de meninas e os caminhos foram se abrindo pra mim. Encontrei a professora de canto que mudou minha vida e meu jeito de cantar, Patricia Evans, além de minha mãe que foi importantíssima em todo o processo e as coisas foram fluindo no meu caminho.


Aos 16 anos, participei do meu primeiro teatro musical, totalmente independente. O musical falava sobre os grandes sucessos e fracassos da Broadway e eu cantava, em uma das minhas cenas, a música “And I Am Telling You I´m Not Going”, da Jeniffer Holiday. Essa música me despertou uma força que eu não sabia que tinha, mas que era o que estava buscando sem saber. Minha professora Patricia, visionaria, sensível, entendeu tudo e naquele momento, me disse para estudar O Blues, começando por Etta James (que hoje é uma das minhas grandes influências na música). E foi aí que conheci e me apaixonei pelo Blues. E em 2011, 2012, montei minha primeira banda de Blues/Rock, lancei meu primeiro single “Blues By My Side” e, mais tarde, em 2014 se não me engano (sou péssima com datas), fui uma das fundadoras da banda Caravana Cigana do Blues, que tinha como objetivo levar o Blues a qualquer um, em qualquer lugar, tocando clássicos do Blues tradicional.


Glow Pop: No álbum, vimos letras fortes e profundas como “Fé” e “Mudanças” sempre fazendo com que o ouvinte reflita sobre o que está expresso ali. Como funciona o seu processo de composição?


Sonja: Eu vivo, eu sinto, eu escrevo. Seja para curar, ou mesmo para contar a história, para entender muitas vezes o que estou passando. O meu processo de criação não tem um padrão e não segue um roteiro, mas tudo que eu escrevo fala sobre mim e por falar sobre mim, acaba sendo muito plural e falando também de outras pessoas que vivem e sentem as mesmas coisas. Fé e Mudanças falam de momentos difíceis e da passagem desses momentos difíceis para momentos mais calmos. São vivências...


Glow Pop: Como foi a experiência de ter participado do programa X-factor em 2016, da Band. Apesar de ter avançado bastante nas etapas e logo depois ter saído, você acredita que a participação no programa pode ter trazido bagagem para a produção do álbum?


Sonja: Não. Não acho que minha participação no programa tenha influenciado nesta parte de bagagem para a produção do álbum. Tudo que eu aprendi participando do XFactor Brasil, foi muito pontual e diz respeito a crescimento, amadurecimento e reflexões sobre o que eu quero e o que não quero na minha carreira.


Glow Pop: Assim como qualquer outro meio artístico, é difícil viver de música no Brasil. Como você enxerga o cenário atual da música, principalmente na cena independente e underground? O que falta melhorar?


Sonja: Eu penso que cada vez mais, as portas se estreitam quando se faz um tipo de música que não é mainstream. Não quero ficar fazendo críticas à indústria e ao funcionamento no meio artístico. Temos muitas coisas boas, sempre tivemos e sempre teremos. Falta espaço, mas não falta artista bom. Muita coisa tem que melhorar, mas acredito que com muito trabalho e bons pensamentos a gente chega onde quer. Para alguns estilos de música e algumas pessoas, acaba sendo mais difícil. Mas prefiro guardar as críticas e tentar fazer algo de diferente nesse meio, que rompa essa barreira – que a gente sabe que tem – e que desafie o que tem sido imposto


Glow Pop: Qual a mensagem que vocês gostariam de deixar para aqueles que estão começando a caminhada no mundo da música agora?


Sonja: Se é o que você ama, não desista. Seja seu maior fã, seu maior incentivador e vá em frente, sempre. Estude e acredite, trabalhe duro.


P´róximo evento:


Teatro Brigitte Blair

Data: 05 de abril de 2024

Endereço: Copacabana - Rua Miguel Lemos, 51-H

Valor: R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia entrada)



Assista aqui ao clipe de “MUDANÇAS”!


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