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  • Foto do escritorAndré Luis Coutinho

MISSÃO IMPOSSÍVEL: ACERTO DE CONTAS – PARTE 1 | Tom Cruise batalha com inteligência artificial em no

Divulgação


 Um dos principais motivos que fizeram de Missão Impossível uma das franquias de ação mais interessantes de Hollywood foi a rotatividade da direção de seus capítulos. Desde o thriller de espionagem à moda antiga de Brian De Palma, passando pela ação estilizada de John Woo, culminando no frenesi dramático de J.J. Abrams, os três primeiros filmes se renovavam sempre a partir da autoria de seus realizadores e da tendência da época em que lançavam. Isso mudou quando Brad Bird assumiu o quarto capítulo, o ótimo Protocolo Fantasma. A partir daí, a série buscou um estilo próprio, uma personalidade comum e consistente para seus filmes, proposta essa que chegou ao ápice com Nação Secreta e Efeito Fallout, ambos de Christopher McQuarrie.


 Eis que McQuarrie retorna com a fórmula de sucesso nesse novo Acerto de Contas - Parte 1. E por mais que eu tenha utilizado a palavra "fórmula", nem sempre ela representa algo negativo. Afinal, há maneiras de criar ideias interessantes de escala micro em formas pré-estabelecidas de escala macro. Nesse sentido, lembra muito o caso de John Wick, outra franquia extremamente frutífera e consistente em suas sutis mudanças de um capítulo a outro. Um exemplo nesse sétimo filme é a ameaça que o protagonista Ethan Hunt precisa enfrentar nessa nova aventura de duas partes, a inteligência artificial. Chega a ser irônico que, por mais que a produção tenha ocorrido há algum tempo, o filme tenha sido lançado justamente em um período de uma greve de roteiristas em Hollywood movida - entre outras coisas - pelo uso irresponsável dessa modalidade tecnológica.


Tom Cruise continua extremamente carismático, encarnando seu icônico Ethan Hunt com a típica insanidade divertida do personagem, dessa vez um pouco mais sombrio pelo que está em jogo, lembrando até sua personalidade mais explosiva do terceiro capítulo da franquia. Para equilibrar, a personagem de Hayley Atwell é um charme cômico que encanta e diverte, mesmo que vez ou outra pareça replicar um pouco a posição de femme fatale já garantida por Rebecca Ferguson. Essa que, por sinal, representa talvez o ponto mais negativo do filme por sua subutilização, o que é uma pena. Em compensação, Simon Pegg e Ving Rhames retornam aos seus personagens já consolidados, enquanto o veterano Henry Czerny faz uma ponta divertida retornando ao personagem que viveu lá em 1996, nos primórdios da franquia.


Já as sequências de ação, como costume sob a direção de McQuarrie, fazem jus ao título da saga, em especial a última que, se já havia nos impressionado pela cena da moto nos materiais promocionais, guarda um jogo de tensão absurda que a equipara com a icônica invasão da CIA do primeiro filme e a emblemática escalada do Burj Khalifa do quarto capítulo.

 

Sempre usando um bom humor provocado pela parceria inabalável entre seus personagens em conjunto com as situações improváveis que surgem em cena, Missão Impossível: Acerto de Contas – Parte 1 não é muito diferente de seus antecessores. Mas fato é: Cruise e McQuarrie sabem que não se mexe em time que está ganhando, ainda mais quando esse time é tão talentoso quanto o responsável por uma das melhores franquias de ação da atualidade. No aguardo para a Parte 2!


O filme estreia nos cinemas de todo o país em 12 de julho, com sessões especiais nos dias 8 e 9 de julho.


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