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Paul McCartney: O retorno do beatle ao brasil para shows históricos no Allianz e no Maracanã

Os shows aconteceram nos dias 7, 9 e 10 em São Paulo e no dia 16 no Rio de Janeiro.


Crédito: Marcos Hermes


Mais do que um show, viver a experiência musical com Sir. Paul McCartney em pleno 2023 é uma dádiva. As noites do dia 10 e 16 de Dezembro de 2023, assim como as outras datas ficarão pra sempre na memória das 45 mil pessoas que lotaram por cada dia, a apresentação do eterno Beatle.


Antes de aterrissar na terra da garoa e na terra da garota de Ipanema, Paul e sua trupe pousaram pela Capital federal Brasília, onde tocaram no estádio Mané Garrincha e no bem falado show surpresa no Clube do Choro, onde alguns sortudos tiveram a oportunidade de assistir um show intimista pra mais ou menos 100 pessoas, além deste, também tocaram em Belo Horizonte (dias 3 e 4) e em Curitiba (dia 13) no intervalo entre as cidades de São Paulo e Rio.


Crédito: Marcos Hermes


E nós aqui da Glow Pop fomos acompanhar de pertinho tudo que aconteceu nos imersivos shows da capital paulista e da capital carioca.


Antes de todo espetáculo começar, no telão já é possível notar todo o segredo para tamanha longevidade de Paul McCartney através imagens projetadas, trechos de vídeos e clipes de diversas décadas; ele, John, George, Ringo, Linda, todos em movimento. Mostrando assim que para o Macca, o passado não ficou para trás.


Tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, a música selecionada a pra dar início aos aos trabalhos foi “Can’t Buy Me Love”, mas não vá pensando que Macca ganhou o jogo logo de cara, mesmo trazendo a sequência de repertório dos Wings, sua outra antiga banda,  já enquanto “Junior’s Farm” gelava um pouco o público,  no entanto “Letting go” trouxe o brilho de volta e daria largada de vez ao repertório monstruoso de quase 38 músicas.


Aliás, são mais de 60 anos de carreira e mais de 25 álbuns solo lançados fora a vasta trajetória de hits dos Beatles, então como de costume vai variando as sequências de hits de uma banda ou outra


E assim, agora bola da vez estava com a dose dupla dos Beatles, botando o estádio pra cantar a plenos pulmões “Drive My Car” em SP e “She’s a Woman” no Rio, e “Got to Get You Into My Life” em ambas.


Crédito: Marcos Hermes


Porém, no último show de São Paulo quando menos ninguém esperava de repente caiu um temporal, algumas pessoas correram pra se abrigar em espaços cobertas, algumas outras se entregaram totalmente a chuva pra de fato, sentir que foi um show de lavar a alma, em contra partida, no Maracanã sentiu um daqueles típicos dias em que a sensação térmica chegava passar dos 40º, com uma onda de calor que só se segurou durante a tarde, que até o próprio Macca durante a passagem de som, estava com blusa mais leve e nitidamente todo suado, também pra um britânico aguentar a temperatura típica de verão não é fácil, que bom que durante o horário do show o tempo estava mais ameno.


Agora voltando ao show, como de hábito sabemos  McCartney se alterna entre o baixo,  piano e a guitarra, onde inclui um bom solo num trecho de "Foxy Lady", homenagem ao grande Jimi Hendrix antes de executar “Let me Roll It”, pra logo se sentar ao piano e mostrar um pouco de sua rouquidão mas mantendo em canções que exigem mais de sua voz, como "Maybe I'm Amazed" e "Nineteen Hundred and Eighty-Five".


Crédito: Marcos Hermes


Logo mais se aproximando na metade do show, Macca faz questão de tomar uns goles de água, e como tem algumas vindas no currículo, deu – se pra notar que aprendeu o bom português ao se direcionar para o público, soltando até um “boa noite mano” em SP e um “boa noite cariocas” no Maracanã e uma gíria bem jovial como “O pai tá on”, e por logo rolou música que ele sempre faz questão de apresentar pro público dizendo em português também: “Eu escrevi essa música para minha amada esposa Nancy e para continuar a festa um medley acústico que resgatou de forma brilhante o início dos Beatles.





E por falar em Beatles novamente, como não mencionar um dos momentos mais emocionantes que se tem na apresentação, com violão na mão e um parte do palco que de repente fica alta no que pode ser visto por todos, diante do mais silêncio profundo da alma, faz a travessia perfeita entre “Blackbird” e “Here Today” (música dedicada a John Lennon) com direito as luzes dos celulares embelezando toda estrutura do estádio.

 

Crédito: Marcos Hermes


Como se não bastasse a linda homenagem para o amigo querido John, rolou como de costume a  homenagem a George Harrison, com a interpretação tocante e grandiloquente de “Something”, em que logo em seguida trouxe acompanhada a animadíssima balada dos Beatles “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, que tudo bem que nos outros shows essa levantou o astral da público, mas no Rio de Janeiro até o próprio Macca não acreditou no que viu, mais de 66 mil pessoas com bexigas coloridas pro alto, que a propósito foi distribuída pela própria produção, aquilo fez um mar de cores, um espetáculo imersivo que transformou o estádio numa enorme pista de dança.


E junto da poderosa “Band on the Run”, uma das sínteses musicais da década de 1970, Paul marcou dois golaços. E pareceu mais relaxado no palco: trocou olhares cúmplices ao ler os cartazes dos fãs, ali realmente estava provando o por que de ser um dos maiores artistas vivo da história.


Crédito: Marcos Hermes


Assim, chegando próximo a hora do bis, talvez um dos momentos mais aguardado por todos, provavelmente o momento em que o choro coletivo é liberado, que até quem não tem mais voz de tanto cantar as 26 músicas anteriores, aparece voz na hora. tocando a super comovente canção “Let it Be”, dá se pra notar os olhares fixados, logo em “Live And Let Die”, a explosão de pirotecnia que embeleza mais ainda o espetáculo, e quando Macca se senta no mini piano colorido na frente do palco, por unanimidade o ponto mais alto do show, claramente em “Hey Jude”, que diferente de São Paulo, no Rio de Janeiro também foi distribuído pela produção, as velhas conhecidas plaquinhas do "Na na na", que no momento do refrão, o coro forte que ecoava pelas paredes do estádio, talvez nem os times de futebol fossem causar tão grande comoção, que até o nosso Macca ficou vislumbrado diante do espetáculo a parte, e por aí se encerrava a primeira etapa do show.

 

Quando a banda voltou para o bis, Paul e seus companheiros trouxeram as bandeiras do Brasil, da Grã-Bretanha e do orgulho LGBT. Pra encerrar o show, o músico que de 81 anos tinha mais 6 músicas na manga, e por logo, tocaram “I've Got Feeling” onde acontece um dueto virtual com a voz do John, para o público presente no Maracanã não teve tanta novidade, a novidade da vez foi em São Paulo, que já nessa altura do show a chuva ainda castigava muito, porém foram abençoados com a música “Day Tripper” que foi raramente tocada pelo Paul nessa turnê, fazendo as pessoas esquecerem que estavam até na situação delicada e  pra finalizar,  encerraram o show com “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, “Helter Skelter” com seu explosivo riff de guitarra e “Golden Slumbers/Carry That Weight/ The End”, o poderoso medley do disco “Abbey Road” que sempre fecha os shows do nosso eterno Beatle.


Crédito: Marcos Hermes


Desse jeito, era chegada o fim das apresentações mais emblemáticas do Paul McCartney nos últimos tempos por aqui, apesar de estar voltando pra São Paulo logo mais depois de 5 anos, seu pouso no Estádio do Maracanã foi mais do que especial, pois se tratava do lugar em que pisou pela primeira vez quando veio ao Brasil, 33 anos atrás, e não poderia ser melhor esse encerramento da turnê. Logo, Paul ao se despedir, disse com todo carinho :“Até a próxima! Fui”, deixando os olhares vidrados de jovens, adolescentes, crianças, a turma contemporânea dos anos 60 junto aos beatlemaníacos com aquela esperança de teremos mais um encontro com o mais querido músico lendário de todos os tempos, valendo ressaltar destaque final pra banda, que, há mais de 20 anos o acompanha pelo mundo afora, são eles:  Abe Laboriel Jr. (Bateria), Brian Ray (Guitarra e Baixo), Rusty Anderson (Guitarra) e Wix Wickens (Teclado).

 

Get Back Paul !


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