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Roger Waters faz show iconográfico e político para gerações de fãs no Rio de Janeiro

Apresentação do cantor britânico aconteceu no último sábado (28)


Roger Walters | Crédito: Guilherme Xavier (@guilhermexvr)

Crédito: Guilherme Xavier (@guilhermexvr)


Após 5 anos de sua passagem pelo brasil, o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters, voltou ao Brasil, dessa vez, com a turnê This Is Not a Drill. E diferente de 2018 em que o show foi no estádio do Maracanã, o local escolhido nessa vinda foi o estádio do Engenhão, onde o músico já havia se apresentado em 2012.


O ex baixista e vocalista do Pink Floyd fez a estreia da turnê em Brasília, onde se encontrou com o Presidente Lula, já por aqui visitou a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e recebeu a medalha de honra Pedro Ernesto, através de uma iniciativa da vereadora Mônica Benício (PSOL), pelo seu reconhecimento na luta por direitos humanos e justiça social.


E como sabem, tanto o lado artístico e o lado político de Roger sempre andaram de mãos dadas e logo no início da apresentação, Roger deu um recado no telão pra ficar bem evidente pra quem estava lá, dizendo: “Se você é um daqueles fãs de Pink Floyd que não suportam a política do Roger, vaza pro bar!”





Assim, como era de se esperar o público aplaudiu e gritou bastante, pouquíssimos foram casos de pessoas que não gostaram, porém bem evidente a diferença da última passagem que foi às vésperas da eleição presidencial, fãs que achavam que The Wall era sobre construção civil, dessa vez não compareceram.


O show começou com uma nova introdução de “Comfortably Numb” lançada no formato redux em 2022, trazendo um novo clima sombrio, o músico subiu ao palco por volta de 21:30 para alegria e delírio dos fãs que já puderam começar o show ouvindo um dos super clássicos de sua antiga banda, seguindo com a super emblemática performance do aclamado disco “The Wall”, abriu a sequência de músicas de mega sucesso do disco em destaque, como “The Happiest Days of Our Lives” “Another Brick in the Wall, Part 2 e Part 3”.





A euforia que tomou conta do público nos minutos iniciais do show, deu uma leve caída, com o setlist caminhando um pouco em direção a carreira solo do artista, tocando algumas como “The Powers That Be” e “The Bravery of Being Out of Range”, que apesar de serem de seus discos solo, não fogem da ótica ativista.


Durante as performances como de costume, Waters reivindicou os direitos humanos de indígenas, palestinos e membros da comunidade LGBTQIA+, fazendo referências a grupos que foram vítimas de violência, mencionado até a ex-vereadora Marielle Franco. E sem deixar faltar as duras críticas durante a música “The Bar” em que se refere aos presidentes americanos como criminosos de guerra e fez uma referência mais clara ao conflito na Ucrânia ao sugerir que Joe Biden, Vladimir Putin e Zelensky sentassem em um bar para conversar.


Logo, dando continuidade ao espetáculo, que prometia colocar a euforia de volta aos trilhos, a sequência da vez era do singular disco “Wish You Were Here”, um dos discos que Roger deve ter mais carinho, até por conta de ser uma clara homenagem ao seu antigo amigo de escola “Syd Barrett”, “Have a Cigar” foi a primeira da sequência, logo mais a música tema do álbum com diversas imagens e histórias sobre o Syd no telão, os acordes iniciais de “Wish You Were Here” fez todo público ir a emoção, pois se tem uma música que toca no coração durante o show, é essa! E saindo um pouco da emoção e adentrando um pouco da sensação lisérgica, “Shine On You Crazy Diamond Parts VI-IX” fechou a sequência.

Antes do momento de intervalo do show, em que Roger usa pra descansar e fazer a troca de figurino, foi tocada a música “Sheep” do grandioso disco “Animals”, que conta com a presença de uma ovelha gigante flutuante na plateia.


Logo mais 20 minutos de intervalo, Roger aparece sentado em uma cadeira de rodas usando uma camisa de força, abrindo com “In The Flesh” e executando na sequência “Run Like Hell”, de jeito, fica perceptível que quando tocado os clássicos do Pink Floyd, Roger tem o público na mão, e após uma pequena sequência de músicas da carreira solo, o público vai ao delírio quando Roger toca a introdução de “Money”.


Agora a bola da vez, músicas do disco de rock mais vendido de todos os tempos, desse jeito não tem como ficar parado né? Além de vivenciar uma experiência histórica de uma outra atmosfera, quando chega o momento de serem tocadas as músicas do majestoso disco “The Dark Side Of The Moon”, o show caminha para uma nova direção, os jogos do luzes que parecem até uma espetáculo de mágica, a banda toda em harmonia, quem diria que o regente dessa experiência fosse apenas um senhor de 80 anos.


Dado isso, quando tocadas “Us and Them”, Brain Damage”, “Eclipse”, o público que está ali parece presenciar uma viagem para um universo diferente, claro que como todo fã de Pink Floyd, ficou evidente que faltaram bastantes músicas no set, no entanto para um show de 24 músicas e quase 3 horas de shows, certeza que foi o show perfeito pra ninguém colocar defeito, E por fim para encerrar a super apresentação da lenda britânica, tocou –se a reprise de “ The Bar” e “Outside the Wall”.





A turnê This Is Not a Drill que ainda está apenas começando por aqui, Roger veio e reafirmou mais uma vez todo seu pensamento, menções a diversos acontecimentos que vem ocorrendo no mundo, e ainda pra quem esteve presente no Estádio Nilton Santos, presenciou a história acontecendo, pois o mesmo já avisou que pode ser a sua última vinda ao país e antes de se despedir, apresentou cada um da banda, que já caminha ao lado dele nesse espetáculo há algum tempo, que são as cantoras de apoio Shanay Johnson e Amanda Belair, os guitarristas Dave Kilminster e Gus Seyffret, o tecladista/guitarrista Jon Carin, o organista Robert Walter, o baterista Joey Waronker e o saxofonista Seamus Blake.


O músico ainda se apresenta hoje 01/11 em Porto Alegre, 04/11 em Curitiba, 08/11 em Belo Horizonte. 11 e 12/11 em São Paulo.


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