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Summer Breeze Brasil: estreia do festival alemão em SP causa euforia entre fãs de Rock/Metal

Festival aconteceu no último sábado (29) e domingo (30) no Memorial da América Latina, em São Paulo e contou com atrações como Blind Guardian e Stone Temple Pilots, Parkway Drive, Avantasia e Lamb of God entre muitos outros.


Foto: @Denissvet


Com edições na alemanha desde 1997, foi a vez do Brasil receber um dos festivais europeus mais emblemáticos de rock e metal, que contou com mais de 30 atrações e mais de 30 horas de duração, é o festival perfeito para metaleiro não colocar defeito.


Além dos grandes shows como já mencioados, o evento contou com presença de feiras de games e tatuagens, espaços culturais e destinados ao lazer do público, áreas destinadas a gastronomia, espaços reservados para sessões de autográfos com bandas e auditórios onde ocorream palestras de grandes nomes do heavy metal mundial como o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson e a contora holandesa Simone Simons da banda Epica.


Foto: @wellpenilha | Agência Taga


Com horário de abertura dos portões previsto para 10 h o início dos shows as 11h, tudo foi ocorrendo normalmente como se esperava e assim era dada a largada pro ínicio do festival que prometia resgatar a energia de um festival europeu de grande prestígio no cenário do metal mundial em terras tupiniquins. Dividido em 3 grandes palcos, Sun, Hot e Ice, o primeiro show do do festival aconteceu no Hot Stage e ficou por conta da banda Voodo Kiss, no qual o baterista Achim Ostertag faz parte do grupo de criadores do festival, com um álbum recém lançado autotitulado com próprio nome da banda. Com um som entre metal tradicional e o hard rock, a banda encarou um palco meramente vazio sem muito fãs, e os que estavam ali presente, estavam só pela curiosidade de conhecer mais uma banda que se faria presente nesse cast tão recheado.


Logo após o show do Voodo Kiss, os acordes das guitarras pesada do grupo britânico Benediction já eram possíveis de serem ouvidos no palco vizinho, o Ice Stage, no qual em sua 4ª passagem pelo brasil botou o metaleiro pra ouvir Death Metal raiz em pleno horário de almoço, com repertório centrado na fase da banda nos anos 90, abriu show com Divine Ultimatum, música em que faz parte de seu disco de estréia “Subconscious Terror”, mostrou que veio pra fazer um show brutal e pesado como o próprio estilo da banda pede.


Homenagem a Andre Matos

Marcado por atraso no início e problemas técnicos e já passando a hora do almoço regado a death metal era chegada o momento de fazer o metaleiro ali presente preparar o lencinho pra chorar bastante, com isso foi a vez de Viper e Shaman com a presença de Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli ambos integrantes do Angra, subirem ao palco do Ice Stage, para renderem um tributo à altura e merecidíssimo para André Matos, com uma apresentação divida em etapas, primeiro a presença do Viper e posteriormente a presença do intergante do Shaman e do Angra, fizeram um show repleto de hits que marcaram toda trajetória da carreira do André, como sons incríveis de toda carreira do cantor como Lisbon, Make Believe, For Tomorrow, Living for the Night, Fairy Tale e Carry on.


Skid Row

Há quem tenha pensado que o Skid Row estava morto ou inativo com a saída de Sebastian Bach em meados dos anos 90, há de se enganar! Apesar do fracasso comercial da banda nos últimos anos, a entrada do vocalista sueco Erik Grönwall no ano passado mudou o rumo ícones do hard rock em percepção aos fãs antigo e novos do grupo, a apresentação da banda no Summer Breeze Brasil veio pra mostrar que a banda está mais viva do que nunca, com a promessa de ter feito um dos shows mais energéticos do festival, a banda entrou no palco já em alta, com a forte presença de palco e voz rasgada do novo vocalista o grupo veio embalado com grandes hits como 18 and life, Slave to the Grind, Monkey Business, In a Darkened Room e Youth Gone Wild e também com músicas do mais recente álbum The Gang’s All Here.


Foto: @DiegoPadilha | Agência Taga


Foto: @Denissvet


Palestra Bruce Dickinson

Fugindo um pouco dos concertos, bem ali perto no Waves Stage era o momento de Bruce Dickinson, famoso por ser piloto de avião, esgrimista, empresário, investidor, escritor e historiador e nas horas vagas vocalista do Iron Maiden, e também famoso por fazer palestras ao redor do mundo, começou abordando os mesmos temas de sempre, sobre o mercado de aviação e sua luta contra o câncer na garganta, e por aí na tentativa de fisgar a atenção do público bruce soltou que promete lançar um álbum solo em 2024 e que retorna ainda esse ano para participar da próxima edição da Comic-Con.


Sepultura

De volta ao circuito de shows, foi a vez do Sepultura incendiar o palco do Ice Stage com seu thrash metal raiz bem familiarizado pelo público do metal nacional, um show fazendo passeio entre os clássicos, como "Territory" e "Arise", e outras do mais recente álbum, "Quadra" (2020), sepultura ao vivo independente do lugar que seja sempre faz um show pesado e agressivo e no Summer Breeze jamais iria decepcionar, e com destaque sempre pro baterista Eloy Casagrande que atrás do seu kit de bateria, sempre faz um show a parte.


Foto: @Denissvet


Lamb Of God

Dando sequência ao primeiro dia de festival, era vez de um dos shows mais aguardados pelo público do Summer Breeze, sem vir ao país desde 2017, os norte americanos do Lamb of God fizeram valer a pena o tempo de espera, entregando uma performance matadora, os caras se mostraram do porque está cada vez mais conquistando o público brasileiro, com um set perfeito que ia de “Memento Mori”,“Walk with Me in Hell”, “Laid to Rest” até “Redneck”, parecia que a cada música o chão do memorial tremia mais ainda. Esse show deu o que falar deixando os fãs com gostinho de que querem logo que a banda retorne.


Foto: @DiegoPadilha | Agência Taga


Stone Temple Pilots

Logo após o show de tirar o fôlego do lamb of god, não seria tarefa fácil pro Stone Temple Pilots manter essa peteca no ar, mas fizeram isso com maestria e demonstrando pro público que o grunge ainda tá vivo, e que não era umas das atrações principais do sábado atoa. Com muita lenha pra queimar, o Stone desfilou seus maiores hits, como “Vasoline”, Interstate Love Song e botou a galera pra gritar com a icônica Plush.


Foto: @Denissvet


Blind Guardian

Com o final do primeiro dia chegando ao fim, e pra fechar o line de shows do palco Hot Stage, com power metal afiadíssimo os alemães do Blind Guardian subiram ao palco para uma apresentação memorável, com uma performance impecável do vocalista Hansi Kürsch, entrando no palco já tocando os hits mais conhecidos pelo público e pela metade em diante do show executando na íntegra o maestoso álbum “Somewhere Far Beyond”, no qual está celebrando 30 anos, e pra fechar o show em alto nível sem perder o costume e fazer a galera ir pra casa feliz, o grupo encerrou com “Valhalla” e “Mirror Mirror”.


Foto: @Denissvet


Grave Digger Após um primeiro dia de festival apoteótico, era a chegada a vez de um segundo dia que prometia fazer o metaleiro bater cabeça até tarde da noite, com sol de meio dia estourando em cima da galera, começaria a primeira apresentação do Ice Stage.

Os veteranos dos grandes festivais europeus do Grave Digger subiram ao palco bem no horário, ainda que houvesse alguns problemas técnicos no som do microfone do vocalista Chris Boltendahl, a cozinha da banda ia dando recado, até que o próprio público resolveu gesticular pra equipe do som aumentar, se no dia anterior o problema era o alto volume que fazia o ouvido doer, no início do segundo dia era o baixo volume, mas isso não atrapalhou a apresentação majestosa da banda.


H.E.A.T

A bola da vez estava nos pés dos suecos do H.E.AT, com a volta de seu vocalista original Kenny Leckremo que ficou longe da banda e dos holofotes por mais de 10 anos, não veio pra fazer um show meia boca, até na hora de conversar com o público o vocalista disse que: “Eu ficaria aqui o dia todo se deixassem”, devida tamanha recepção do público que estava ali em pleno horário de almoço de um domingo pra prestigiar o poderoso hard rock do melódico sueco.


Foto: @wellpenilha | Agência Taga


Testament

Com sol ainda castigando os metaleiros que estavam no Memorial, era vez de bater a cabeça pra valer! uma das maiores bandas do thrash metal americano, os veteranos do Testament em sua sexta passagem da banda pelo Brasil, mostraram em cima do palco do por que serem tão queridos pelos fãs de metal daqui, dando largada com “Rise Up”, do álbum “Dark Roots of Earth”, e seguindo com “The New Order” e “The Haunting”, o grupo decidiu contemplou seu mais recente trabalho, “Titans of Creation” (2020), dando uma mordida, mas nada que fizesse esfriar por completo. Destaque do show vai para o guitarrista Alex Skolnick, que é sempre uma atração à parte, roubando a cena em diversos momentos, atraindo os holofotes nos trechos instrumentais. quando no solo monumental de “Over the Wall”, em que a plateia, conduzida pelo vocalista Chuck Billy, faz um coro cantando nota por nota.


Foto: @DiegoPadilha | Agência Taga


Foto: @Denissvet


The Winery Dogs

Com melhor ainda estando por vir, o relógio já marcando por volta das 16:20, era a vez da seleção de super craques pra técnico nenhum colocar defeito! O supergrupo The Winery Dogs formado por Richie Kotzen (ex-Poison) no vocal e guitarra, Billy Sheehan (ex-David Lee Roth) no baixo e backing vocals e Mike Portnoy (ex-Dream Theater) na bateria e backing vocals, chegou ao palco do Ice Stage com pé na porta e com apenas 1 hora de duração, o grupo mandou música atrás de música, sem muita interação com público, já que o mesmo se encontrava hipnotizado diante de tanta maestria de músicos tãos virtuosos e excelentes. Com um entrosamento impressionante entre eles, como que três caras conseguem tirar um som tão poderoso, tudo bem coordenado, muito bem ensaiado, todos ali estavam roubando a cena pra si mesmo de um jeito muito único e exclusivo. Portnoy parecia uma criança se divertindo tocando bateria, Billy fazendo umas firulas no baixo sem perder a pegada, e kotzen alcançando notas e botando a galera pra cantar os hits como “Desire”, “Oblivion” e “Elevate”.


Foto: @Denissvet


Kreator

De volta ao Thrash metal no festival e ao Hot Stage, a velha guarda Thrash alemã subiu ao palco do festival colocando a galera pra viajar pela discografia da banda com um show intenso e brutal, tocando pelo menos uma música de 10 de seus 15 álbuns de estúdio, sem vir ao brasil desde 2018 o grupo terminou o show com saldo de ser um dos shows mais marcantes do festival, com direito a mosh pit gigante.


Foto: @DiegoPadilha | Agência Taga


Avantasia

Com ínicio da noite se aproximando no Memorial da América Latina, nada melhor do que o ópera metal do Avantasia para deixar o festival mais animado do que já estava há quase um dia e meio, O grupo liderado por Tobias Sammet, vocalista do Edguy junto com um elenco de estrelas do metal, como Ralf Scheepers (Primal Fear), Eric Martin (Mr. Big), Bob Catley (Magnum) e Ronnie Atkins (Pretty Maids), apesar de não serem os headliners, chegaram com status de headliner, com um palco todo completo com direito a um telão que exibia imagens relacionadas às músicas, contemplando um show repleto de músicas que fizeram destaque na discografia da banda como “Twisted Mind“, “Dying for an Angel” “Reach Out for the Light“, “The Scarecrow“, “The Story Ain’t Over“ e fechando o show com incrível Sign of the Cross/The Seven Angels.


Foto: @diegopadilha | Agência Taga


Parkway Drive

Sem dúvidas, estava para chegar ao headliner mais aguardado desta edição do Summer Breeze, os australianos do Parkway Drive, mesmo não tendo uma base de fãs tão sólida por aqui, mostraram o motivo de serem o Headliner do palco Hot Stage. Em sua 3ª passagem pelo brasil, sendo a última em 2014, o grupo de metalcore consistiu em fazer um show com direito a muitos lanças chamas e claro, uma das características mais latentes do Parkway Drive, não há espaço para vocais limpos como em boa parte do show, ficando o evento a parte do vocalista Winston McCall, com seu vocal bem gutural e suas performances de movimentar bem durante o palco ao longo da apresentação, haja esforço físico pra isso !

E assim foi se encerrando o festival, se tornando um evento histórico tanto pra quem esteve presente tanto pra agenda cultural de São Paulo que estava precisando de um Festival de grande porte nível europeu que recebesse tantas bandas de metal e suas vertentes em grande escala. Dois dias de altíssimo nível, com bandas de diversos estilos e países, mostrando que o metal está vivo e forte, e que se continuar assim fica a dica que pode ser um festival que venha pra ficar de vez.


Foto: @raphagarcia | Agência Taga











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